Trago em minhas mãos meus desencantos. Trago minhas dúvidas. Mostro meus receios. Finjo as vezes ser o que não sou, brinco como não brinco, canto como não canto, choro como não choro, fico feliz como não o sou em muitas horas, te trato bem como não trataria se te conhecesse profundamente talvez. Tudo isso porque quero te conhecer, saber das suas angustias, das suas alegrias. Chame de falsidade. Eu chamo de estratégia para tornar o mundo mais amigável.
Gosto de tratar-te como irmão, te dizer coisas que nem sei se servem, mas gosto de você. Quero ser ouvinte também, quero que você me ajude, espero que entenda.
“Oi, qual o seu nome. Posso te ajudar? Você está com algum problema? Vamos ser amigos?” Já pensou se toda amizade começasse assim? Onde estaria a graça? Quando ia acontecer algo que realmente cativasse um dos dois?
Quero ser seu amigo, mas tenha raiva de mim antes, odeie a minha presença, não goste de minhas palavras, depois quem sabe não te convença de que sou uma pessoa legal...
Não quer dizer que não queira uma amizade que já comece boa, pelo contrário.
Mas não desista fácil das pessoas.
“Quando falo que mesmo sem conhecer você... E mesmo que talvez jamais conheça você... Ria com você, chore com você... Ou beije você... Eu amo você. De todo o coração... Eu amo você.”
Um comentário:
"Eu chamo de estratégia para tornar o mundo mais amigável."
"Estratégia: 3. Arte de dirigir coisas complexas",(Michaellis)
Interessante como dá pra contextualizar perfeitamente "estretégia" com "arte" e "complexa", né?
é uma pena que o resto do mundo não pense assim...
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